Refúgios



Sou forte demais para me entregar e fraca demais para suportar alguns fardos sem derramar um punhado de lágrimas.

De vez em quando preciso chorar em algum canto. Extravasar o que aperta e faz sangrar. Não dá pra guardar tudo no seu (suposto) devido lugar e fingir que a vida é cena bonita de filme.

Nunca pensei em desistir, mas às vezes bate um desânimo. A dor me consome e o cansaço me desgasta. Procuro achar saídas, mas parece que ando em círculos. Percebo que as coisas trocam de lugar, porém nunca se resolvem de forma definitiva. Fico me perguntando o que faço de errado, tento trocar as formas de agir e lidar com as situações. Quando penso que algo está entrando nos eixos tenho uma surpresa desagradável.

Já cheguei a cogitar inúmeras hipóteses, mas nunca chego a uma conclusão definitiva. Sei que nesta vida temos nossos carmas, cruzes, resgates e aprendizados. Tento fazer o que posso e aproveitar cada lição que me é ofertada, mas não sou perfeita e nem sempre tenho a fé necessária para acreditar. E eu sei (eu sei!) que preciso acreditar. Só que às vezes dói tanto, às vezes a aflição é tão grande e me domina de uma tal forma que não sei se vou suportar.

Sobre os tormentos internos


Já faz algum tempo que não sei mais o que fazer. São muitos desajustes que borbulham aqui dentro. No peito, um tremor que só assusta e atormenta. Na cabeça, inúmeras sensações fazem coro, peso e devastam tudo que passa pela frente, me deixando sem saída.

As preocupações batem incisivamente na porta, em busca de respostas. Reviro o baú de informações, não encontro nada que justifique esse caos interno.

Viver se torna a cada dia mais inquietante. Momentos de paz e tranquilidade são quase uma raridade. O medo me sufoca, os devaneios se acumulam, as dúvidas não me deixam dormir serena.

Sinto saudade, estranheza, necessidade de me ter de volta. Sinto dor por estar presa nessa teia maligna. Sinto desespero por estar em um labirinto escuro, sem ninguém para me pegar no colo e dizer fica calma, isso vai passar. Isso não passa. Isso vai e volta. Isso muda de cara, de nome, de força. Isso cresce e se transforma. Mas isso nunca me deixa. Então eu reúno meus pedacinhos, que já estão cansados dessa luta diária e sem fim, e continuo a caminhada. Porque sei que isso vai passar, afinal, me ensinaram que tudo na vida passa.

(Espero que seja logo.)

As belezas de Penedo




Penedo é uma cidade do Estado do Rio de Janeiro que possui uma beleza natural e um verdadeiro roteiro cultural disponível a sua volta. Além do comércio local diversificado, a variada rede hoteleira e restaurantes de alta qualidade, muitas lojas de artesanato estão presentes na cidade, que valoriza os trabalhos dos artistas locais. O Guia Roteiro de Turismo mostra um pouco mais sobre o artesanato em Penedo.

Escultores, pintores, tapeceiras, artesãos e outros artistas vivem em Penedo e expõe suas peças nos ateliês, pois sabem o alcance que seus trabalhos tem para os turistas que chegam à região, com as diversas lojas que ficam espalhadas por ali.

Com a herança da cultura finlandesa na cidade, o artesanato em Penedo começou com os tapetes e tapeçarias, e mais tarde aumentou com os trabalhos em bucha vegetal, pintura em tecidos, velas, trabalhos em pedra e cerâmica, trabalhos em madeira e outras formas de arte, todas relacionadas com histórias dos antigos finlandeses.

Os tapetes coloridos tecidos pelas pioneiras finlandesas de Penedo sempre foram um grande sucesso nas lojas, como também a pintura de tecidos, que foi iniciada na década de 70 com a artista Birgo, e logo depois diversas senhoras seguiram os trabalhos. Uma das técnicas de pintura em tecido surgida em Penedo é o Batik de folhas, que utiliza folhas verdadeiras dos jardins da cidade para criar a arte.

Outros objetos que são bastante apreciados na região são as velas, que quando acesas transmitem uma sensação de calor e conforto durante as longas e escuras noites de inverno. No natal, por exemplo, pinheiros naturais decorados com velas ficam no lugar das luzes coloridas nas árvores finlandesas. Estas começaram a ser fabricadas em Penedo na década de 60 e são facilmente encontradas nas lojas de artesanato do local.

Um dos artistas mais conhecidos de Penedo é Martti Vartia, que acredita que simples peças de madeira podem ser transformadas nas mais diversas expressões faciais ou objetos abstratos. Morador e dono de um restaurante em Penedo, Vartia vende suas peças tanto em seu estabelecimento quanto em exposições que vem participando no país. O endereço é Estrada Três Cachoeiras, 3955.

Para chegar até penedo viajando de São Paulo ou Rio de Janeiro basta seguir pela Rodovia Dutra até a altura da cidade de Resende e então tomar a pequena estrada que vai até o portal de Penedo. Para obter mais informações sobre restaurantes, lojas e pousadas em Penedo basta acessar o link do Roteiro de Turismo: http://www.roteirodeturismo.com.br/hoteis-e-pousadas/rio-de-janeiro/penedo/

O outro lado dos relacionamentos



Para me agradar não é preciso um anel de diamantes, jantares caros, sapatos de grife, carro do ano, cobertura com vista para o mar ou viagens para o exterior uma vez por mês. Para me agradar não é necessário abrir a porta do carro, beijar a minha mão ou me enviar 200 rosas colombianas. Para me agradar não é necessário fazer declarações de amor em redes sociais, escrever poema romântico ou cantar uma música embaixo da minha janela. Para me agradar só é necessária uma coisa: me perceber.

Não sou tão difícil assim, já que costumo dizer de muitas formas o que me agrada e o que fica entalado na minha garganta. Já fui muito medrosa, estúpida, imatura. Já joguei, fiz drama, cena e barraco. Já bati porta, desliguei telefone, devolvi presentes e rasguei cartas. Mas eu cresci. E junto com essa nova mulher surgiu uma vontade imensa de ter uma relação madura, serena e tranquila.

Sei que nem sempre as relações são pura calmaria. Às vezes bate um vento forte que sacode a canoa. Mas a gente precisa ter equilíbrio e força para mantê-la na imensidão do oceano. Se relacionar é para os corajosos.

O dia-a-dia faz com que a gente acabe deixando de lado coisas que são tremendamente importantes em uma relação, como o cuidado e o carinho nas pequenas coisas e ações. O outro está, sim, ao seu lado para tudo. Mas ele não tem que suportar todo o seu lado ruim.

O filme "Separados pelo casamento" retrata de forma engraçada algumas situações vividas por um casal. A esposa pede que o marido lave a louça. Ele diz que já vai (e não lava nunca), ela se indigna e diz "eu só quero que você queira lavar a louça". Eles entram em uma discussão, afinal, ninguém é apaixonado por lavar louça, não é verdade? Mas alguém tem que fazer, além disso a casa não é só de um, é dos dois. Ela pede que ele compre limões para decorar a mesa de jantar e o marido esquece. E os tais limões eram importantes pra ela. A esposa reclama que o marido nunca a levou para assistir um espetáculo de ballet. Ele diz que nunca levou porque odeia ballet. E ela diz que só queria que ele quisesse levá-la, que quisesse fazer algo que a deixaria feliz. São essas pequenas coisas: saber que determinada coisa deixa o outro feliz ou torna a vida dele mais leve e fácil. Esse cuidado com o que o outro pensa, sente e quer.

Um dia já pensei que quem me ama tem que aceitar meu lado ótimo e meu lado péssimo. Mas a coisa não é bem assim. Se eu sei que tenho pontos a melhorar vou me empenhar para isso, afinal, eu mereço e o outro também merece o meu esforço. Se eu sei que determinado comportamento desagrada quem convive comigo, vou me esforçar para melhorar. Se o outro já deixou claro suas insatisfações, vou colocar a mão na consciência, analisar a situação com toda a clareza e sinceridade e vou procurar ser melhor para ele. É claro que a gente não deve ser o que esperam que sejamos. Por isso, falo da importância dessa autoanálise: isso realmente tem sentido? Posso realmente me melhorar? Se isso é muito importante para ele será que não é algo que nem me dou conta que faço? É primordial tentar se ver de fora, com outros olhos.


A gente tem a mania de achar que é perfeito ou que faz o possível. Mas tenho uma notícia pra dar para você: sempre podemos fazer mais. Sempre podemos nos esforçar mais. Isso não quer dizer que você não seja bom, só que você pode dar mais um ou dois passos. 

 
Sobre os créditos nas imagens:
Todas as imagens que ilustram o blog são retiradas da internet. De 2010 até agora, são extraídas do site weheartit.com
Já as imagens dos anos anteriores foram retiradas do Google e estão sem os créditos dos fotógrafos porque não encontrei. Se a sua imagem está sem crédito, me desculpe: diga seu nome que eu coloco.

©2005 Clarissa Corrêa | + Magda Nascher