Labirinto do medo



Não quero mais viver com você. Nosso relacionamento já virou rotina, uma rotina estafante e doentia. Ao seu lado, me sinto presa, refém de sofrimento, dor, desilusão. Não encontro uma saída para esse nosso impasse. O único jeito é seguirmos caminhos diferentes. Por isso, por favor, arrume suas coisas e vá embora da minha vida. Tenho certeza que seremos muito mais felizes vivendo separados, cada um em um canto, cada um com sua história, cada um do seu jeito. Preciso confessar: nunca combinamos. 

Em alguns momentos, cheguei a pensar que te merecia. Pensei que tinha feito algo errado e me vesti com velhos clichês: "joguei pedra na cruz", "devo ter feito algo muito errado", "a dor ensina a gemer", "onde foi que eu errei?". Lamento informar, mas não. Eu não fiz nada errado. Não joguei pedra na cruz, não errei, não tenho que aprender a gemer e conviver com essa dor. Sou como qualquer outro ser humano: mereço ser feliz, mereço amar e ser amada, mereço cuidar e ser cuidada, mereço saborear a felicidade sem medo que um golpe forte me tire as forças e a valentia.

Por outro lado, essa sua insistência em permanecer ao meu lado me fez perceber o quanto sou fraca. Não me impus o suficiente, não te afastei com tanta força, não te expliquei os meus motivos. Mas nunca é tarde para recomeçar. Por isso, ouça bem o que digo agora: chega. Cansei de tudo isso, não quero mais viver sufocada desse jeito, não quero mais te obedecer, ficar de cabeça baixa me achando uma vítima, aceitar essas sensações desagradáveis que você me proporciona. Você me aprisiona, me desespera, me faz de gato e sapato, me amedronta, me suga, me fere. 

Não quero mais ser uma marionete nas suas mãos. Não quero mais viver com essa dor que me tira o eixo, o ar, a perspectiva, a esperança e a fé no futuro. Você precisa parar. Precisa parar agora. Precisa parar já. Não quero passar a vida nesse labirinto de medo, andando em círculos e procurando uma luz no fim do túnel. Não quero mais viver colada em você. Não quero que você seja um fantasma horroroso que vive a me assombrar, que fica esperando um passo em falso para me raptar e levar para um mundo escuro e cheio de barro. 

Você precisa aceitar que nunca te pertenci. Não quero mais ouvir sua voz, seus passos, sua respiração. Não quero mais sentir o coração disparar assustado, perder o chão, a hora, a razão. Não quero mais derramar lágrimas de desespero e solidão. Não quero mais tentar fugir da vida, pelo contrário: quero me sentir bem o suficiente para vivê-la da melhor forma possível. E isso, definitivamente, não te inclui, já que você não está convidado a visitar o meu futuro. Então, por favor, se retire e nunca mais volte. É para o nosso bem.

Faça uma criança mais feliz



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A paciência da espera


Por favor, não me entenda mal. Não quero que você pense que meu coração é feito de lama congelada e cravejado de pregos enferrujados. Posso confessar? Chega mais pertinho, me dá um pouco de atenção, preciso daquele olhar amigo, cúmplice, que entende e acolhe todos os medos silenciosos e tolos. Ando um pouco assim, silenciosa e tola. Ando perdida, carente, repensando a vida e me perguntando até quando. Sempre chega o dia em que a gente sente um aperto na garganta e aquela voz interna e aguda pergunta "até quando"?

Não sei se ainda consigo fingir que isso não está me machucando. Ei, eu não sou tão fabulosa assim. Sofro meio calada no meu canto, não quero incomodar com o barulho do meu discreto soluço. Mas a verdade é que ando me sentindo sem valor. Parece que o mundo inteiro é mais legal, inteligente, sarado e bonito. E eu aqui, decadente, com o esmalte rosa pink descascado, um jazz contemporâneo invadindo a sala, o parmesão mofado na geladeira e um vinho que estava em promoção na taça rachada e suja de batom da Mac paraguaia. Eu e uma solidão assustadora. Eu e pensamentos estranhíssimos. Mas sou estranhíssima, vivo em um mundo estranhíssimo e gente assim tem vida estranhíssima, logo, pensamentos estranhíssimos. Então está tudo bem. Será que está mesmo? Será que estamos bem? Será que sobreviveremos? Será que sobreviverei? Não sei e nunca saberemos. Mas tento viver e renascer todos os dias. Pelo menos tenho consciência que não estou apenas sobrevivendo. O sobreviver aos dias é que deve ser amargo e quase deprimente. Sobreviver dói demais, pois o peso da vida é todo colocado em cima dos ombros. Viver e renascer, essa é a grande mágica, essa é a grande lógica, essa é a grande questão. 

Com alguma dificuldade, percebo que a vida nem sempre sai conforme o planejado e que frequentemente o que foi programado precisa sofrer pequenas modificações. Então me pergunto: será que as coisas serão sempre assim ou um belo dia tudo vai se resolver conforme eu espero? Outra pergunta chega correndo, descabelada e esbaforida: quem disse que o que eu espero é realmente o melhor pra mim? Quem disse que é o que preciso? Mas eu não sou a pessoa certa para saber o que preciso? O que eu preciso deve estar bem claro na minha mente. Mas será que sei realmente o que preciso? A gente muda tanto e o tempo todo. O que eu jurava que precisava no ano passado hoje é simplesmente purpurina jogada no meio da rua. O que eu tenho certeza que preciso hoje provavelmente vai ser um grão de areia no meio do Saara amanhã. Mudamos, ainda bem. Nos reformamos, ainda bem. Evoluímos com alguma dificuldade, ainda bem. 

Como você pode ver, a vida nada mais é que um emaranhado de questionamentos. E a maioria deles fica sem resposta, nossa maior missão é tentar encontrar algo que faça sentido no meio desse turbilhão de emoções, acontecimentos, anseios e metas. Sigo na busca, sigo na luta, sigo na lida. Espero que em breve as respostas parem de se esconder de mim. 


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©2005 Clarissa Corrêa | + Magda Nascher