O amor mais puro


O ser humano me apavora. Não que eu seja melhor que alguém, não sou, não. Mas quem é meu amigo é meu amigo. Não finjo amores. E não passo a perna, não sou mascarada, minha diversão não é falar mal de você e depois fazer coraçãozinho com a mão. Se eu não vou com a sua cara ou não concordo com as suas atitudes, vou te respeitar, ser educada e ponto. Acho muito triste quem vive a vida alheia.

É por isso que gosto tanto de bicho. Minha cachorrinha não liga para minha TPM, não comenta com ninguém que estou acima do peso, não espalha por aí que minha unha está descascada, não conta meus segredos, não inventa história nenhuma, não dá sorriso falso. Ela é puro amor. Me recebe com lambidas, pulinhos e alegria. E depois só quer ficar quieta, ao meu lado. Em todos os momentos. E isso pra mim vale mais que tudo. E ela pra mim vale mais que muita gente que se diz "humana".

Ainda bem



Muitas vezes as reviravoltas servem para nos sacudir, para nos fazer acordar. Para mostrar que a gente merece mais, muito mais. Não vale a pena se desgastar com ignorância, fofoca e falsidade. Não faz bem para a saúde conviver com mesquinharia. Ambientes carregados não fazem bem para a alma de ninguém.

Muitas vezes a vida antecipa decisões que já estavam tomadas. E liga nosso radar interno. A gente passa a questionar a própria vida e algumas escolhas. É que não vale a pena perder tempo com o que é detestável. E a vida é passa rápido demais pra gente ter que engolir um bando de filho da puta com energia ruim.

É por isso que a gente deve procurar se cercar de quem quer o nosso bem. Gente transparente, com decência no olhar e no coração. É por isso que a gente deve amar o que faz. Porque quando a gente ama consegue fazer sempre mais e melhor. Ainda bem.

O príncipe imperfeito


Dizem que a beleza está nos olhos de quem vê. E eu acredito muito nisso. Algumas pessoas, de tão queridas e simpáticas, se tornam bonitas. Outras tantas, de tão arrogantes e convencidas, se tornam feias (por mais belas que sejam). É o caso do Jonas, o bonitão do Big Brother. Bonito, sim. Parece um príncipe encantado. Mas o que tem de bonito tem de bobalhão.

Convencido, Jonas guarda a arrogância no bolso. E se aproveita da ingenuidade loira de Renata, a princesinha da casa. Loira, de olhos azuis e um jeito meigo, ela parece ter conquistado toda a ala masculina do BBB. Mas Renata não é feita de sal nem pimenta, só de açúcar. A moça é feita de grandes torrões de açúcar em formato de coração. Guarda no peito uma paixão. E não é correspondida.

Já tive um lado Renata. Aquele lado que ficava cuidando de canto de olho o bonitão do pedaço. Aquele lado que ficava esperando algum carinho, um pedido de ei-vem-dormir-junto-comigo, um sorriso inesperado, algum gesto romântico no meio do nada. Aquele lado que depois de um não começava a chorar, borrava o rímel e sentia vontade de desistir de tudo. Aquele lado rejeitado, que sofria e contava muitas vezes a mesma história para diferentes amigos.

Todas as mulheres sonham com um príncipe. Mas esquecem que até eles são imperfeitos.

A perseguição



Como loucos, vivemos perseguindo a tal felicidade. Meio cegos, nem percebemos quando ela de fato está sentada no nosso colo. Surdos, não ouvimos os sinais que a vida nos dá diariamente.

É uma perseguição sem fim. Uma busca constante. E uma pequena descrença, já que existem aqueles ditados que falam que felicidade dura pouco. Quer saber? Não concordo. A felicidade mora dentro da gente. Só que nem sempre temos capacidade de perceber.

A felicidade é sutil. É uma poesia, um pedaço de manga, um gole de vinho, uma música que arrepia. A felicidade é tão simples. Um abraço em quem a gente não vê faz tempo, um carinho de um amigo, um beijo em seu amor. É andar de mãos dadas, encostar a cabeça no ombro do outro no cinema, dormir juntinho. É cheiro de café passado, susto que passa logo, lambida de cachorro no nariz e perfume de flor. A felicidade é serena. Uma ferida que sara, a calça que finalmente entra, a tão desejada voz do outro lado do telefone. Um filho que aprende a dizer mamãe, a receita que dá certo, o olhar que se encontra.

Estou em uma fase muito feliz. E saboreando cada momento, sem perder um segundo sequer da tal felicidade.

Coleção, livros e outros

Foto: Francisco Spiandorello (making of do ensaio com o fotógrafo Pedro Karg)





Sou uma pessoa de sorte. É, eu sou. Lancei meu primeiro livro de crônicas em 2010. No ano passado, lancei meu segundo livro. E este ano sai o terceiro. Acho que um livro por ano está ótimo, né?

No ano passado, muita coisa boa aconteceu. Lancei uma linha de produtos bem bacanas, em parceria com a Camila Suda, dona da loja. Escolhemos tudo juntas, cada detalhe. E conseguimos fazer uma linha bem fofa para a casa e escritório (e onde mais você quiser). A Coleção Poá está fazendo o maior sucesso e tomara que continue assim (amém!). No ano passado, assinei contrato com uma editora MUITO boa, a Gutenberg, do Grupo Autêntica. No ano passado, muita gente passou a me conhecer depois que o Pedro Bial leu uma frase de um texto meu ao vivo, no BBB.

Como vocês sabem, meus dois primeiros livros não estão em livrarias. Tem que comprar direto comigo. Envio pelo correio para todo o país com frete gratuito. Meu terceiro livro (que também será de crônicas) estará em livrarias. O lançamento está previsto para março.

Só tenho a agradecer. Obrigada a vocês, que me acompanham sempre. Obrigada a quem me manda email, mensagem. Obrigada a quem me lê quietinho. Obrigada a quem me manda tanto carinho.

Essa foto foi tirada pelo Francisco, em um domingo super quente. Fiz um ensaio muito lindo com o fotógrafo Pedro Karg. Ele é ótimo e as fotos ficaram excelentes. E é uma foto dele que vai para a orelha do meu livro novo. Estou completamente apaixonada pelo meu livro. É um projeto especial e tem gente muito boa participando dele. Tenho certeza que vocês vão curtir muito.

Depois daquela festa


Eu não ia falar sobre esse assunto, mas mudei de ideia. É que esse é o assunto mais comentado do país. Por enquanto, todo mundo esqueceu que meninos e meninas de oito anos de idade pedem esmola em sinaleiras. E que existem mendigos. E políticos corruptos. E filas imensas em hospitais. E assaltos, sequestros e roubos. Por enquanto, todo mundo esqueceu que animais são espancados até a morte, que crianças são atiradas pela janela e que existe fome, miséria e aquecimento global.

“Houve um estupro dentro do Big Brother”, dizem. “A Rede Globo distribui bebida à vontade, estimula esse tipo de acontecimento”, completam. Então vamos por partes: eu não sei se houve um estupro dentro do BBB. Vou dizer o que vi: a participante Monique bebeu um monte. Antes disso, pediu para o Daniel dormir com ela. Se o Daniel bebeu muito eu não sei. O que sei é que eles se beijaram. E depois aconteceu uma série de movimentos suspeitos embaixo do edredom. O que rolava ali embaixo? Não sei dizer. Não sei se foi sexo, se foram carícias, se ele estava sem roupa, se ela estava nua. Eu não sei de nada, pois não tenho uma visão privilegiada, que ultrapassa o edredom. Além disso, estava escuro. A menina estava parada, mas não sei se estava de fato desmaiada. Às vezes, quando eu bebo além da conta, fecho os olhos e tento me situar. O mundo gira, é claro. Às vezes, quando eu bebo além da conta, fecho os olhos e capoto. Sobre o fato da Rede Globo distribuir bebida à vontade, me desculpe, mas todo mundo já foi uma vez na vida em festa com bebida liberada. Ninguém é criança, é preciso saber o limite de parar. Agora, se a pessoa não sabe beber daí já é outra história.

Muita gente está culpando o programa, o apresentador, a direção, o Daniel, a Monique. O programa é um reality show, que uns gostam e outros não. O curioso é que quem não gosta (e inclusive fez campanha contra o BBB) está a par de todo esse assunto. E palpitando adoidado. É impressionante a quantidade de juízes e deuses que existe no Twitter e na vida. O apresentador do programa é contratado da emissora, ele não é pai e mãe dos participantes. A decisão é tomada pela direção. Da mesma forma que se você trabalha em uma empresa tem um chefe. Teve gente falando de racismo. O Daniel é negro. E daí? A Monique é loira. E daí? Não acredito que em 2012 iremos debater esse assunto. O que importa não é a cor da pele, mas o que a gente leva dentro do peito.

Então, novos fatos aconteceram. A Monique foi chamada no confessionário. Um vídeo, no qual se ouve a voz dela dizendo que não lembrava de nada, vazou na internet. A frase que mais me chamou atenção foi “ele foi muito mau caráter se fez sexo comigo dormindo”. E eu concordo plenamente. Não importa se ela bebeu demais. Não importa se ela tem corpão e usa roupa curta. Tem uma visão muito machista que acha que se a mulher está bebaça e de saia curtinha ela está pedindo. Pedindo o quê? Cada um usa a roupa que quer. E bebe o quanto quer. Mas aprendi com minha mãe o seguinte: a gente nunca deve perder o controle quando bebe. Por isso, se eu vejo que passei do limite eu paro. Mas, sim, eu já passei do limite. O cara tem que ser um tremendo filho da mãe para transar com uma mulher desacordada. Mas eu não sei a quantidade de bebida que ele tomou. E nem se agiu de má fé. O que sei é que ele disse para a menina que rolaram só dois beijos e mão aqui e ali. E deu. Isso é mentira e a gente sabe.

Não sou juíza e entendo bem pouco de leis. Mas sei que é muito fácil apontar o dedo e julgar o outro. É fácil dizer o que deve ser feito. Difícil é saber a verdade. É tentar ver com clareza, sem nenhuma emoção ou impulso. Não estou a favor de ninguém, mesmo porque não acho que isso seja uma disputa, uma briga. Acho que a verdade vai aparecer. Daniel foi expulso do programa. Não sei o que vai acontecer com ele. Se vai prestar depoimento, se será preso, qual será o destino do rapaz. Também não sei o que vai acontecer com a Monique. O que sei é que sempre existem dois lados da história. E justamente por isso a gente deve cuidar o que fala, afinal, ninguém estava embaixo do edredom para saber o que realmente aconteceu depois daquela festa.

Perturbações



Francamente, eu não me entendo. Sério. Tudo bem que sou um pouco exagerada. Tudo bem que sou um pouco estressada. Tudo bem que sou bem geniosa. Tudo bem que não tenho lá muita paciência. Tudo bem que sou meio braba. Tudo bem mesmo.

Não sei se chega O Dia Em Que A Gente Finalmente Se Entende. Se existe um dia assim, por favor, me diga. Preciso muito saber, quero me preparar, comprar um longo, fazer uma escova, comprar sapatos novos, marcar hora para fazer maquiagem.

Nunca fui pessimista, pelo contrário. Mas hoje quero me confessar, espero que você entenda. É incrível, mas quando tudo vai bem na minha vida eu fico catando alguma coisa (que nem a gente cata piolho quando sente coceira na cabeça) até encontrar. Parece que não me dou uma chance, que não me permito ser feliz sem pensar em nada. Fico me preocupando, pensando ai-meu-Deus-o-que-vai-acontecer-agora? Parece que o simples aceno da felicidade faz meu coração tremer: e se eu descobrir um câncer? E se tudo der errado? E se sofrer um acidente e for atropelada e ficar sem perna e passar o resto da vida numa cadeira de rodas?

Você pode estar rindo da minha cara agora. Ou pensando que me falta trabalho. Ou um tanque cheio de roupas para lavar. Mas tenho tudo isso pra fazer (e muito mais) e, ainda assim, penso essas coisas. É mais forte que eu, me domina. Toda vez que estou a um passo de uma conquista algo sobrevoa a minha mente, trazendo perturbação e interrogações. Fico aflita, tensa, esperando alguma coisa acontecer. E quer saber? Nunca acontece. Não sei por que me preocupo tanto. Desde que acordo até a hora em que pego no sono, eu juro, algo me preocupa. Não consigo relaxar, descansar, aliviar o peso que os dias sempre trazem. Não descanso nunca, por mais que esteja deitada na minha cama assistindo um filme.

Estou a um passo de realizar um grande sonho. Um, não. Dois. Ok, vou ser sincera, mas por favor não me ache metida: o ano passado foi incrível na minha vida. E este ano também está sendo. Muitos planos, muita coisa boa brotando. E um medo horrível de que algo saia errado e eu não possa aproveitar e desfrutar todas essas coisas.

Apesar de eu ter um bando de sonhos, parece que nunca vou realizá-los (sim, sou uma maluca neurótica que se preocupa demais com tudo). Parece que lá na frente vai surgir um imprevisto, uma pedra no caminho, algo pra me tirar do eixo, me jogar fora da pista. Isso me causa medo. E uma leve descrença de que tudo efetivamente dê certo. Então, agora, minha vida está sorrindo de orelha a orelha para mim. E coisas boas estão aparecendo diariamente. Oportunidades, realização de sonhos antigos. E me bate aquela dúvida: será que vou estar viva para agarrar isso tudo com força? Será que o destino não vai me pregar uma daquelas peças medonhas e acabar com tudo? Não tenho como responder, mas só me resta ter fé. É isso que nos faz viver, não é verdade?

Lista de desejos




Ah, como eu queria que o que a gente sente um pelo outro fosse forte o suficiente para te fazer ficar. Para te fazer me amar mais que tudo. Para te fazer ter coragem. Para te fazer permanecer ao meu lado quando o mundo ficar bagunçado ou trêmulo.

Ah, como eu queria que os olhares e sorrisos dos primeiros encontros acontecessem em todos os nossos encontros. Que o amor não ficasse capenga. Que não usasse bengala ou muletas.

Ah, como eu queria que a falta de paciência e a presença da rotina não destruíssem essa relação tão bonita e pura. E que a maldade dos outros jamais nos afetasse.

Ah, como eu queria que o vento levasse nossas asperezas, nossos ruídos, nossas palavras duras. E que nosso coração não empilhasse uma mágoa em cima da outra. E que a gente cicatrizasse rápido. E que as cicatrizes se transformem em marcas bonitas.

Ah, como eu queria que nossos defeitos aprendessem a dançar. Um dia, valsa. No outro, samba. E no outro, bolero. Em cada momento um novo passo.

Ah, como eu queria que existisse amor eterno. Para poder te amar até o último dia da minha vida. De uma forma clichê, antiga e bela.

Ah, como eu queria que nossas mãos enrugadas se tocassem com admiração e respeito. E que continuassem juntas por todo o tempo que ainda nos resta.

Todo dia é dia de pedir mais



A gente podia ser mais tolerante um com o outro. Fazer uma corrente do bem, dos bons pensamentos, da sinceridade, da tribo do romance e da delicadeza. E pedir mais. Muito mais. Mais amor. Mais gente fina, elegante e sincera. Mais contas pagas. Mais unhas fortes. Mais bunda lisinha. Mais coxas firmes. Mais beijos na bochecha, na testa e na boca. Mais beijos de língua. Mais beijos de cinema. Mais gente que cuida da própria vida. Mais liquidação.

Mais bom dia, boa tarde e boa noite. Mais educação. Mais com licença, de nada, me desculpa, obrigada, por favor. Mais livros. E mais leitores. Mais cheirinho de casa limpa e roupa nova. Mais feriado. Mais dias de sol e vento no rosto. Mais outono e primavera. Mais namoro. Mais mãos dadas. Mais abraços acolhedores. Mais conforto. Mais carinho nas costas. Mais massagem nos pés.

Mais dinheiro achado no bolso da calça. Mais água de coco e espumante geladinhos. Mais Pringles e Doritos. Mais shampoo que deixa o cabelo brilhoso. Mais segurança. Mais ar-condicionado. Mais saúde para dar, vender e emprestar. Mais cama boa para deitar. Mais banhos de banheira com espuma. Mais rímel que não borra. Mais calça que não aperta. Mais sapato que não machuca.

Mais soninho depois do almoço. Mais pôr-do-sol. Mais lambida de cachorro. Mais conversa para resolver os problemas. Mais respeito de telemarketing. Mais respeito no trânsito. Mais respeito no condomínio. Mais respeito na fila do banco. Mais respeito. E ponto.

Mais amor ao falar. Mais paciência ao ouvir. Mais cautela ao lidar. Mais roupa bonita no closet. Mais amigos de verdade. Mais sorrisos de verdade. Mais amores de verdade. Mais verdade. E só.

Mais programa bom na televisão. Mais pessoas de boa índole. Mais atenção nas pequenas coisas. Mais decência ao se vestir. Mais silêncio no cinema. Mais condições em hospitais e escolas. Mais noção na cabeça de presidente, governador, prefeito, deputado e vereador. Mais gente ajudando pessoas e bichos. Mais punição para quem faz o mal. Mais chances para quem se mata de tanto trabalhar. Mais criança na escola. Mais pais conscientes. Mais gente que bebe e pega táxi.

Mais amor próprio. Porque antes de amar qualquer coisa ou pessoa você tem que amar você mesmo primeiro.

Um pouco mais sobre


Pessoal, contei quais os produtos de beleza que uso lá no blog da Cláudia Dal Pozzo. Para quem quiser ler, é só clicar AQUI

O sonho real




Acordei com aquela sensação será-que-foi-sonho-ou-realidade? Então, percebi que foi só um sonho. Nele, estávamos próximos. Perto como nunca estivemos. É engraçado o que o tempo faz. Uma pessoa em um dia é muito importante para você. Alguns meses depois ela se torna praticamente uma desconhecida. Alguém que você encontra e busca formalidades no fundo do baú, pois não consegue ser simples, natural, autêntica.

Acho injusta essa parte da vida. Alguém que invadiu seus sentimentos, seus desejos e sua vida não pode se transformar em uma pessoa que você não tem a menor intimidade. Hoje, analisando, percebo que sou muito mais natural com a mocinha loira e querida da padaria que freqüento em média duas vezes por semana do que com você. Isso deve significar alguma coisa.

No sonho, você estava bem, apesar do olhar taciturno. Acho que no fundo você sempre foi triste. Eu percebia uma solidão no canto do seu olhar. Na verdade, seu olhar pedia por socorro. Acho que algumas pessoas são assim. E também acho que ninguém cruza nosso caminho por acaso.

As pessoas certas aparecem em nossas vidas. Para que a gente aprenda, para que a gente cresça, para que a gente ensine. É uma troca bonita e enriquecedora. Preciso confessar a quantidade de coisas que aprendi com você. Sem falar na quantidade de coisas que aprendi sobre mim.

Eu tinha um amor grande para dar para você. Um amor que você recusou. Um amor que você não quis segurar ou sentir. Você cruzou os braços para o meu sentimento, deu de ombros, não aceitou o que eu quis te oferecer. Fiquei perdida no meio de tantas emoções.

Por que uma pessoa entra na nossa vida, causa tamanha bagunça e vai embora? Você chegou de mansinho, me desestruturou, balançou tudo dentro de mim e partiu. Antes, fez algumas juras de amor. Eu, boba, acreditei. Acho que em matéria de sentimento a gente nunca aprende. E repete de ano sempre. Já tive aula particular, estudei noites e noites e nada adiantou. Não consigo aprender.

Já levei muito na cabeça. E já feriram muito meu coração. Apesar disso, não me fecho, não me oponho, não deixo de me entregar. Acho que a gente deve ir, não ficar. Quem não vai não sente. Quem não vai não vive. É por isso que, retalhada, remendada e costurada, sigo. Mesmo que doa.

Uma dose de paz



Começou um novo tempo, pelo menos pra mim. Uma nova chance de fazer direito, por mais errado que pareça. Porque os olhos dos outros sempre enxergam diferente do que a gente sente. E tudo bem. Ninguém é obrigado a nos conhecer por dentro. Além disso, tem o que a gente é, a imagem que a gente passa e o que os outros concluem dela.

Não quero que soe petulante o que vou dizer, mas nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.

Quero uma dose de paz. E de amor. E de felicidade. E de sonho realizado. Quero pra mim. Quero pra você. Quero pra todo mundo que sente bem, que faz o bem, que se preocupa com o que é bom. Para o resto, quero só a justiça. Espero que as pessoas sejam mais tolerantes, que não resolvam tudo no tapa, que não machuquem os animais, que cuidem mais dos seus sonhos ao invés de tentar estragar a vida do outro com fofoca e sentimento barango. Espero que todo mundo ame mais. Que se abram para o amor.

Você pode me achar boba, mas o amor é o sentimento mais transformador e poderoso do mundo. Com ele, a gente pode tudo. Tendo ele no peito, a gente pode mudar o outro, mudar uma vida, mudar a gente mesmo. E isso é o que dá esperança e força para seguir em frente, por mais torto e esquisito que o caminho seja.

 
Sobre os créditos nas imagens:
Todas as imagens que ilustram o blog são retiradas da internet. De 2010 até agora, são extraídas do site weheartit.com
Já as imagens dos anos anteriores foram retiradas do Google e estão sem os créditos dos fotógrafos porque não encontrei. Se a sua imagem está sem crédito, me desculpe: diga seu nome que eu coloco.

©2005 Clarissa Corrêa | + Magda Nascher